quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Chuva...Vento... Frio...


Há dias que nascem cinzentos e carregados de nuvens, que nos minam o espírito e convidam à melancolia. É natural que existam, tal como existem os dias em que o sol nos desperta de um sono cansado, depositando-nos um longo beijo na fronte e enchendo-nos de um desejo súbito de percorrer novos caminhos, embrenhando-nos neste dom único que é a vida. O truque está em guardar apenas uma pequena parcela para os primeiros e acolher sempre os segundos com um sorriso...
Ninguém pode estar alegre 100% do tempo. De vez em quando a alma transborda e, para que se purifique, é necessário que tudo o que nos preocupa se manifeste de forma visível, somente para se esbater no nosso espírito no momento seguinte. Chorar, entregarmo-nos à nostalgia, precisar de um pouco de conforto são fases normais da vida tal como sorrir, amar ou alegrarmo-nos. Cair não é necessariamente dar parte de fraco… corajoso é aquele que mesmo estando no chão encontra em si mesmo forças para se erguer de novo, renovado…

terça-feira, 25 de outubro de 2011


Manda-me abraços pelo Vento...Noticias pela Lua... Ralhetes pela trovoada... Miminhos pelo Sol...E vem através da chuva até a mim...Estarei à tua espera mesmo sabendo que não vens...

Até Sempre papá...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

:)


"Aprendi que: quando penso saber de tudo, ainda não aprendi nada; que a natureza é das coisas mais belas do mundo; que amar significa dar-se por inteiro; que um só dia pode ser mais importante que muitos anos; que se pode conversar com as estrelas; que se pode fazer confidências com a lua; que pode viajar além do infinito; que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde; que sonhar é preciso..."
(W.Shakespeare)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

...Dois longos meses papá...


Faz hoje dois meses que a vida me privou da tua companhia, uma das pessoas mais especiais e importantes na minha vida. Pensei que ao fim deste tempo já teria superado todo o choque de teres partido, pensei que já conseguiria ter plena noção de que o telefone não vai tocar mais, que não vamos ver mais jogos do Benfica juntos, que não vamos discutir mais desporto os dois, que não te vou ver mais a puxar por mim numa bancada, que não ouvir mais o teu assobio único e inconfundível, a única coisa que eu ouvia dentro de água… Erro meu...

Passados dois meses de silêncio, da saudade que cresce e se agudiza em cada dia que passa, em nada me ajudou a encontrar palavras capazes de exprimirem a minha enorme tristeza pela tua perda papá… Saudades de ter mais que pai, mais que irmão, saudades de te ter como o meu melhor amigo que a vida tão injusta me tirou… Saudades de um homem extraordinário que, sob uma capa de dureza, ocultava uma alma sensível e boa do tamanho do mundo... Saudades tuas papá…
Não é verdade que todos sejamos iguais: há aqueles que percorrem o mundo sem deixar marca e aqueles para quem bastam pequenos momentos para nos marcar para sempre: se no mundo existem muitas pessoas capazes, há algumas que são absolutamente insubstituíveis, que marcam a sua génese, que lhe dão uma razão de ser, assim eras tu papá! Por todo o lado em que andaste facilmente marcavas as pessoas desses sítios, facilmente ajudavas tudo e todos, facilmente te integravas e facilmente seja a fazer o que fosse te tornavas no melhor trabalhador… Se eras assim tão bom, porque tiveste que partir tão cedo??
Porquê??
Não me consigo conformar, a minha cabeça diz-me que não voltas mais e eu sei que é verdade, mas o meu coração diz que esta foi só mais uma viagem e logo, logo vou novamente buscar-te e estarás junto de nós…
…Mesmo que sabendo que não venhas eu vou estar à tua espera…

… Sinto a tua falta …

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Gosto de ti mas não digas a ninguém...

Quando somos crianças é sempre tudo tão mais fácil… damos por nós a matutar de forma inocente, só porque algo não nos correu bem, porque ‘aquilo’ é demasiado complicado, porque dá muito trabalho, ou simplesmente porque temos vergonha.
A realidade é que, quando conquistamos a idade em que toda agente nos considera ‘adultos’, até um simples: “Gosto de ti…”, torna-se numa espécie de ‘bicho de sete cabeças’. Eaí, lá atestamos a mais pura das declarações em “porquês?”, “o‘quês’?”, “não digas isso!”, “ainda é cedo para isso!”, “estása brincar comigo!”, etc.., só porque: “Os adultos têm a mania de complicar!”.
Crescemos, e sobre a nossa altura pousam mais responsabilidades, mais problemas, “mais coisas para fazer”, mas ao mesmo tempo, parece que toda a nossa espontaneidade é empurrada por tamanha altivez, e com ela vão também a falta de“tino na língua”, alguma coragem e o poder da simplificação. Tudo isto tende aser impelido para uma espécie de “recanto do esquecimento”, onde se escondempor tempo indeterminado.
Mas se existe uma altura na nossa vida em que somos particularmente complicados, tal momento é quando começamos a gostar de alguém.Aí sim, apresenta-se ao ‘serviço’ o lado mais emaranhado do nosso ser, envoltonum turbilhão de sentimentos ingovernáveis, onde a consciência é desejo, avontade é impulso e a paciência é impaciente perante a indolência do tempo que,preguiçosamente, demora a passar para a nossa “próxima vez”.
Gastamos horas, minutos, sono, sinapse, momentos, inspirações,voltas e voltinhas, só a pensar na pessoa. Em querer estar com ela, para olhar,tocar, sentir, respirar… Para poder voltar a sentir aquele alvoroço na barriga,o sorriso inconsciente e inocente que é provocado; para poder voltar a sentir aquela explosão de adrenalina que nos derrete e nos faz levantar o pezinho do chão; que nos faz querer mais, sentir mais, olhar mais, tocar mais, até… Até pensarmos em dizer: “Eu gosto de ti!”.
Por acharmos que: “Ainda é cedo para isso!”, “Não é o momento certo.”, “Não vou dizer, se não ainda o(a) ‘espanto’.”,muitas vezes esta denúncia amorosa fica por dizer, levando-nos mais tarde aoarrependimento, por pensarmos que perdemos ou não aproveitámos melhor omomento, ou que fomos cobardes por não termos sido capazes de dizer simplesmente o que sentíamos. E depois de mais um par de horas, minutos,neurónios a pensar, eis que decidimos metamorfosear tais contrições em exíguos anseios para que haja mais uma oportunidade cheia de coragem.
E quando esse ensejo acontece, agarramos a audácia acomodada em nós, e com o coração a estremecer, sai-nos… “Gosto de ti…”.
Porque no final, “Gosto de ti porque gosto. Porque me apetece gostar. Sem motivo, sem razão.”. E quanto ao tamanho? “Daqui até á Lua ida e volta…”. E Amo-te porque és TUDO!!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Partiste papá!


Partiste para ocupar o melhor dos lugares que só são reservados a quem tudo fez na vida para o ganhar! E tu conseguiste!
Entre toda a tristeza da tua partida, fica a alegria de que só partiste fisicamente.
Sei que partiste, mas ainda há tanto que não entendo…Sei que não vou mais ouvir a tua voz! Sei que não vou mais receber uma carta tua! Sei que não vou mais receber um beijinho teu! Sei que não vais mais brincar comigo! Sei que não vou mais poder apertar a tua mão! Sei… Sei mas ainda não entendo, não perguntem o o que é que não entendo porque não sei explicar, simplesmente não entendo… Mas sei que estejas onde estiveres vou poder contar sempre com a tua força! Sei!… Também sei que não morreste, vives! Partiste… deixando saudades a todos, contudo sei que olhas por nós.
Moras no Céu, nas Estrelas, no Mar, na Lua, no Sol, no meu Coração… Podes não estar cá, na terra... pertences a um lugar melhor, mas numa gota de água que cai à frente dos meus olhos vejo o teu rosto, o teu sorriso, aquele sorriso dos últimos tempos, e isso reconforta-me porque sei que o olhas para mim, que olhas para nós que te amamos.
Tudo isto ainda é demasiado irreal, talvez fictício... mas quando me apercebo da realidade, da fragilidade e fugacidade da vida humana, sinto a alma adormecida e amordaça por milhares de pesadelos juntos...A vida é tão injusta quanto bela… basta que exista saudade para desencadear um turbilhão de sentimentos…

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Simplicidade

Palavra que diz tanto na sua forma simples.

Palavra que me faz feliz.

E a minha vida corre bem nesta simplicidade.

Gosto desta palavra e quero-a sempre ao pé de mim.

Gosto de viver assim.

Gosto da minha simplicidade.

E da simplicidade que o mundo tem para me dar.

Não quero mais.

E estou especialmente feliz.