segunda-feira, 28 de abril de 2008

Ainda...

"Ainda que mal te pergunte, aiinda que mal respondas;
Ainda que mal te entenda, ainda que mal repitas;
Ainda que mal insistas, ainda que mal desculpes;
Ainda que mal me exprima, ainda que mal me julgues;
Ainda que mal me mostre, ainda que mal te encare,
Ainda que mal te furtes;
Ainda que mal te siga, ainda que mal te voltes;
Ainda que mal te ame, ainda que mal o saibas;
Ainda que mal te agarre, ainda que mal te mates;
Ainda assim, pergunto: Me amas?"
Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 22 de abril de 2008

Instrospecção

Uma caminhada...todo um saber...um construir mais que certo quando as vontades se sobrepõem às certezas adquiridas.
A vida encaminha-nos, as decisões sobrepõe-se, as escolhas dão-nos espaço para que as próprias escolhas, nos permitam aprender, com o passado, o presente…
E quem sabe com o Futuro!
Tenho sede de satisfação, da realização que se alcança na humildade...
Estarei certa ou não?! Isso...pouco importa.
Conta a vontade, o empenho e a riqueza que temos em acreditar que tudo o que um dia eu soube, hoje o sei, porque um dia pude saber o que não soube.

Porque é simplesmente fofo...

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Sei...


Sei que não posso acreditar enquanto não desacreditar, e que não é por «não ser reconhecida que a verdade deixa de ser verdadeira»;
E que devo, também, ser mestre de mim própria;
E que viver é sermos nós e não nos deixarmos substituir por metáforas nem decalques;
Descobrir que as ideias não se fazem em laboratórios, nascem como as árvores ou deixam de nascer;
Sei que tenho de me sentar, ficar a olhar os meus próprios pensamentos, contando as respirações, contemplando...
...estudando as maneiras, que utilizo para me fechar e aprender como me abrir;
Sentar-me quieta e observar as minhas viagens mentais e ouvir o meu diálogo interior, reparar como eu penso, como sinto e como faço;
Saber tornar-me uma testemunha imparcial da minha vida interior e do mundo à minha volta;
Saber que não quero ser Deus, nem Diabo!
Que quero ser, apenas, uma servidora dos alunos e não uma mestra;
Sei que se adoptasse, simplesmente, a postura de dar lições a quem quer fosse e, que se assumisse essa posições pedantesca sentir-me-ia uma tartufa e uma hipócrita.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Coisas que eu sei...

Eu quero ficar perto
De tudo o que acho certo
Até o dia em que eu mudar de opinião
A minha experiência
Meu pacto com a ciência
Meu conhecimento é minha distracção

Coisas que eu sei
Eu adivinho sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio mostra o tempo errado
Aperte o play
Eu gosto do meu quarto
Do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer na minha confusão
É o meu ponto de vista
Não aceito turistas
Meu mundo ta fechado pra visitação

Coisas que eu sei
O medo mora perto das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim não vou trocar de roupa
É minha Lei
Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem me lembro do que eu desenhei

Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas no meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos que eu não sei usar
Eu já comprei
Ás vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo mais afundo em mim
Eu moro em um cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre quando eu tô afim

Coisas que eu sei
As noites ficam claras no raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes eu somente não sabia...
Agora eu sei

domingo, 30 de março de 2008

Concordo com:

Sentir primeiro, pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois
Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, cantar depois
Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois
Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois
Mário Quintana

quinta-feira, 27 de março de 2008

Talvez este seja o Peter Pan...

Há dias em que acordo com dez anos, o cabelo despenteado e os olhos a brilhar como duas estrelas. Podes estar ou não do meu lado a dormir como uma criança ou a viver na minha memoria, mas sinto sempre o teu cheiro a leite e oiço a tua respiração regular e vejo o teu peito a subir e a descer ao ritmo do teu coração. O ar enche-se de açúcar em camadas invisíveis que se espalham por toda a casa e nos acompanham à rua quando saímos, sempre atrasados, porque nunca nos queremos separar.
Enquanto guio pela cidade e resolvo a minha quase infindável lista de tarefas, tu vais sentado ao meu lado, vejo-te de óculos escuros, oiço-te a cantarolar e sinto a tua mao esquerda sobre as minhas pernas. Nos sinais vermelhos, se fechar os olhos e me concentrar, a tua boca vai escorregar pelo meu pescoço acima ate dobrar a linha do maxilar e percorrer a minha cara ate chegar a minha boca para mergulhares em mim como uma onda salgada e doce, num beijo profundo e demorado. Às vezes os outros carros buzinam porque estou distraída, mas não me importo, faço tudo devagar, com a doçura e a sabedoria dos eternos apaixonados que vivem a sonhar acordados, que viajam para outras cidades em sonhos, que adivinham o futuro melhor do que qualquer cartomante, que imaginam cada dia como o dia perfeito das suas vidas.
Tu és o meu amor perfeito. Não sei exactamente quem és nem em que cidade vives, mas és muito bonito, tens um coração onde cabe o mundo inteiro, gostas de ler e de rir e os teus amigos dizem que és o melhor amigo do mundo. Gostas de viajar, falas varias línguas e consegues fazer piadas em todas elas. Andas de ténis e de calcas com bolsos, tens uns olhos enormes e o cabelo despenteado. Nunca serás um senhor de fato e gravata, nunca seras administrador de um banco, nunca chegaras a casa com cara de chato, como fazem aqueles maridos que deixam crescer a barriga, andam de pantufas e passam horas colados aos canais de desporto.
Tu és o meu amor perfeito, que me compra colares e me escreve bilhetes, que me dá a mão na rua, que me abraça no meio de todas as praças e me leva para a cama sem hora marcada.
Tens um sorriso enorme e sempre que olhas para mim, sinto uma fábrica de borboletas no estômago e tenho vontade de rir e de chorar ao mesmo tempo, porque sabes fazer-me a pessoa mais feliz do mundo.
Não sei em que país vives ou de que planeta desceste, mas tenho a certeza que vives na terra e que, tal como eu, sonhas com um amor perfeito, feito de paz e de açúcar, um amor seguro e tranquilo que a distancia não mata nem o silêncio consome.
Pode ser que te torne mesmo verdade e um dia destes entres pela porta da minha casa e me digas que nunca mais te vais embora. Mas, mesmo que nunca venhas, és o meu amor perfeito, a imagem idealizada do que desejo e mereço o sonho que me faz acordar e sentir-me outra vez com dez anos, com estrelas no olhos e o coração cheio de açúcar.
Margarida Rebelo Pinto

quarta-feira, 26 de março de 2008

TinkerbellSwim

Obrigado Gavancha...
Está mesmo linda a montagem e gosto particularmente do cabelo que não está loiro. lool