quinta-feira, 2 de julho de 2009

Quero...

Querooooooooooooo ir ao México numas férias românticas, patinar num lago de gelo em Nova Iorque..rodeada de luzinhas de Natal, quero pegar numa mochila e encarar o mundo..quero gritar sem medo, quero andar descalça num chão gelado, quero ir para a Austrália abraçar cangurus bebés e ter koalas na minha varanda…quero conhecer Gold Coast e fazer uma surf trip.
Quero ir a Gréciaaaaaaaaaaaaa...quero um amor assim, quero que alguém fique anos a amar- me e lute por mim…
Não quero magoar as pessoas a quem já me dei… quero que sejam felizes da mesma forma digna que desejo ser…quero ir para a Lagoa Azul e viver nessa inocência doce e tão contagiante que se torna um vício... quero aprender a amar, quero aprender com os meus erros, quero poder ver o arco íris no meio duma tempestade… ficar horas seguidas a andar na montanha russa…leva-me à Isla Mágica, à Disneyland… quero mergulhar e conhecer o reino da Ariel, quero palavras silenciadas, quero actos e não frases feitas, quero amar tudo o que me rodeia e sentir-me bem com a natureza... quero antes de amar seja o que for… ter o dom de me amar, quero olhar-me ao espelho e sentir que sou invejável... quero aprender a conhecer-me de forma tão profunda que não sobrará nenhum tipo de falha que possa abalar os meus alicerces..quero tornar-me irritante de tão confiante que quero ser... quero poder fechar os olhos e voltar ao passado... mas quero deixar os meus amores e encantos seguirem a sua vida, não quero prender ninguém a mim, quero ser livre…
Amo a liberdade na mais pura essência da palavra, quero viver rodeada de animais..e mil e uma coisas..quero ter um macaco porque não? Quero mergulhar ao lado de um golfinho, quero sentir o sol nascer enquanto percorro uma praia deserta montada num cavalo, quero ir apanhar conchinhas e escrever uma história de amor, quero uma casa na árvore, quero uma luta de almofadas de penas, ir a Viena e ser a princesa Sissi por um dia, quero tudo o que é correcto uma menina desejar da vida e mais ainda quero o que não é certo desejar. Quero comer cogumelos alucinogénicos se isso me fizer voar…quero conhecer Amesterdão pelas mil razões que tornam aquele sítio mágico. Quero ser comandante dum cruzeiro às Maldivas, quero ir para Hollywood, quero uma vida autêntica...uma vida sem medo...uma vida encarada com o olhar duma criança corajosa..síndrome de Peter Pan é complicado...

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Escrever, Ler, Sentir...

Há coisas que escrevemos quando estamos bem. Outras que escrevemos quando estamos médio. Outras que escrevemos quando estamos mal. Não - quando estamos médio menos. Quando estamos mal não conseguimos escrever. Eu, pelo menos, estou convencida disso.
Há coisas que escrevemos e publicamos com medo. Com medo do impacto que o que escrevemos possa ter nas pessoas de quem gostamos. E que nos vão ler nas entrelinhas. E que se vão, quem sabe, elas próprias, ler nas entrelinhas. E que nos podem sentir de forma diferente daquela que nós próprios nos sentimos. E que se podem esquecer que o que escrevemos é, mesmo que nem sempre, tantas vezes resultado da nossa imaginação, de palavras que nos surgem de imagens. E que se podem esquecer que as palavras que escrevemos são, mesmo que nem sempre, tantas vezes diferentes do verdadeiro sentido que o dicionário lhe dá.
Há coisas que escrevemos e que nos apetece voltar atrás. Mas ficamos com aquela sensação estúpida: "Que disparate - não, nada passa do fruto da minha imaginação. Nada vai perturbar os que lêem o que escrevi." Mas parece ficar sempre aquela sensação de dúvida. De vontade de apagar. De vontade de ser transparente o que acabámos de escrever.
Há coisas que, depois de escritas chegam a parecer mais reais do que a realidade em que foram escritas. Há coisas que quase temos medo que se tornem reais no sentir de quem as escreveu, mas sobretudo de quem as lê. É por isso que tantas vezes me apetece apagar. Mas depois penso: "Que disparate - não, nada passa do fruto da minha imaginação." Mas fica sempre aquela sensação de dúvida. De incerteza perante o que vão sentir os que lêem o que escrevemos. Sobretudo quando nos conhecem. Quando gostam de nós. Quando gostamos deles. Sobretudo em todas essas situações. Porque nos sentimos responsáveis pelo que lhes fazemos sentir.
Há coisas que escrevemos depois dessas coisas de que agora falava, que não são mais que uma tentativa de deixar o ambiente mais tranquilo. Como para dar um ar mais leve. Como para pedir desculpa pelo que escrevemos e que pode ter deixado alguém, que nos lê, preocupado ou com um aperto, ainda que ligeiro, no sentir. Como que para dizer que... está tudo bem.
E depois... há coisas que escrevemos na 3ª pessoa do plural. Mesmo que possam até só acontecer connosco...
Termino com uma imagem. Uma imagem onde se desenha tanto do que sinto. Que traz a proximidade entre as pessoas que se gostam. Aquela que se sente cá dentro. Pois era disso que queria falar quando comecei a escrever este texto.


sexta-feira, 29 de maio de 2009

Adivinha o quanto eu gosto de ti...


"A pequena lebre cor de avelã, que ia deitar-se, agarrou-se firmemente às longas orelhas da grande lebre cor de avelã. Queria ter a certeza de que a grande lebre cor de avelã estava a ouvi-la:
- Adivinha quanto gosto de ti. - disse ela.
- Oh, não sei se sou capaz de adivinhar isso! - disse a grande lebre cor de avelã.
- Isto tudo! - disse a pequena lebre cor de avelã, esticando os braços para os lados tão longe quanto podia.A grande lebre cor de avelã tinha os braços ainda mais compridos.
- Mas eu gosto de ti isto tudo! - disse.Hmmm… Isso é muito, pensou a pequena lebre cor de avelã.
- Gosto de ti tão alto quanto consigo alcançar! - disse a pequena lebre cor de avelã.
- Eu gosto de ti tão alto quanto eu consigo alcançar. - disse a grande lebre cor de avelã.Isso é mesmo muito alto, pensou a pequena lebre cor de avelã. Quem me dera ter braços assim. Então, a pequena lebre cor de avelã teve uma boa ideia. Fez o pino e chegou com os pés ao tronco da árvore.
- Gosto de ti até à ponta dos meus pés! - disse.
- E eu gosto de ti até à ponta dos teus pés! - disse a grande lebre cor de avelã, balançando-a no ar.
- Gosto de ti tão alto quanto consigo saltar! - disse a pequena lebre cor de avelã rindo e saltitando.
- Mas eu gosto de ti tão alto quanto eu consigo saltar. - sorriu a grande lebre cor de avelã e saltou tão alto que as suas orelhas tocaram nos ramos da árvore.Que belos saltos, pensou a pequena lebre cor de avelã. Quem me dera conseguir saltar assim.
- Gosto de ti por aquele caminho abaixo, até ao rio. - gritou a pequena lebre cor de avelã.
- Gosto de ti até depois do rio e das montanhas! - disse a grande lebre cor de avelã.
Isso é muito longe, pensou a pequena lebre cor de avelã. Já estava tão ensonada que mal conseguia pensar.
Então, olhou a grande noite escura por entre os arbustos. Nada poderia estar tão longe quanto o céu.
- Gosto de ti até à Lua. - disse, fechando os olhos.
- Oh, isso é longe - disse a grande lebre cor de avelã
- Isso é mesmo muito longe.
A grande lebre cor de avelã deitou a pequena lebre cor de avelã na sua cama de folhas. Inclinou-se sobre ela e deu-lhe um beijo de boas-noites.Então, deitou-se bem perto e sussurrou com um sorriso:
- Gosto de ti até à Lua… e de volta até à Terra."
Esta é a história da Pequena Lebre Castanha e da Grande Lebre Castanha, de Sam McBratney (texto) e Anita Jeram (Ilustração) da Editorial Caminho que aconselho a todos que leiam, porque os bons livros infantis falam tanto às crianças como aos adultos (podem é dizer coisas diferentes!).
Pelo menos comigo falam!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Sou...

"I became insane,with long intervals of horrible sanity.." (Edgar Allan Poe)

Sou… Sou um pedaço de papel branco que posso distribuir às pessoas que de certo modo fazem parte de mim, cada uma de certa forma vai escrevendo um pedacinho daquilo que sou, posso ser também aquilo que o mundo quiser que seja, posso ser loira ou morena, ter amado um ou amado mil, posso voar ou rastejar, porque a essência é inalterável, fidedigna e única.
Sou apenas aquilo que muitos desejariam ser, sou miragem no deserto, sou anjo e demónio num corpo só!
Visto-me de freira e rezo pelos meus pecados, sou uma senhora na rua, uma menina nos sonhos, uma professora na sala de aula! Visto a pele de ovelha e a pele de lobo em simultâneo, sou bala perdida numa guerra que nem me pertence... sou ilusão para quem me deseja e jamais poderá ter, sou fogo que arde sem se ver e sou vítima de uma sociedade consumista e hipócrita!

"I never claimed to be a saint"..

Sou sem dúvida o ser mais autêntico que conheço, sou desprezível, sou irrealista, sou lunática e psicótica… Sou desejo embrulhado em papel de cetim... Sou lâmina afiada e pronta a cortar...Digo o que penso, não escondo o que sou, não vivo de mentiras, construo verdades nuas e cruas…
Não me iludo com vedetismos alheios nem com a pseudo fama...Não vivo de estereótipos e clichés, vivo de emoções e de autenticidade.
É impossível fingir que não passei na vida de alguém, deito as garras e deixo marcas, ensino valores que por muitos são esquecidos, filosofias de vida baratas que se encontram até fora da época de saldos...Esqueço rápido aquilo que não contribui para o meu crescimento pessoal...É difícil alguém marcar-me, sou demasiado sensível, quando gosto, entrego-me de corpo e alma...mas isso...é tão raro como nevar em Almada.
Filmes?
Ainda acredito que vou ser realizadora...afinal sempre foi um dos meus sonhos remotos. Não suporto quem se diz seguro e é tão inseguro que parece um cachorro à procura de dono, quem cria textos metódicos e nem sabe o que escreve, quem apela à verdade e mente à primeira oportunidade de ser feliz, quem faz dos ciúmes uma afirmação de direito de propriedade, quem se diz incapaz de ser de uma pessoa só e corre atrás da primeira que lhe dá com os pés, quem projecta nos outros as suas fraquezas, quem é hipócrita e intitula-se sábio, quem “come porcaria às colheres” e sonha com o Olimpo, quem devia ser humilde e no fundo apenas vive de meras fachadas... mas este meus caros... é o ser humano!
Ninguém é suficientemente forte para suportar a verdade e o que é genuíno! Ninguém é suficientemente forte que aguente viver de ilusões, ninguém é suficientemente forte para aguentar alguém como eu…Sim, é difícil até para mim, suportar tanta insanidade aliada a um carácter tão majestoso que tende a afastar os fracos de espírito.

"Quando não se tem carácter, é preciso recorrer a um método” Albert Camus

Por isso tornam-se meros espectros de um ciclo vicioso, desejando mais e mais e terminando como o velho lobo-do-mar. Inventam histórias e acreditam nelas, desprezam o dom que receberam à nascença e vulgarizam as palavras e os momentos. A magia perde-se…o tempo foge por entre os dedos… o corpo vai sendo comido por uma espécie de areia movediça que nada deixa escapar... e a felicidade? Ser incompleto e living in a empty space… é tão frustrante…Auto-elogios? Já criei barreiras que cheguem que me permitam elogiar aquilo que de melhor eu tenho, afinal de contas sou da mesma forma a minha maior crítica!
Ainda tenho muito que aprender e ensinar…muitos pontapés no cú para dar e levar.
As histórias que contamos às pessoas, são sempre a parte da história real…limitamo-nos a alterar alguns detalhes, acrescentar outros que no momento possam parecer adequados… a isso, chamo fraqueza...depois vem a negação. A verdade pela metade, as desculpas, os arrependimentos.
Eu? Eu vivo de sensações completas e não de meias "coisas"!
Eu? Já trai com sofisticação e com simplicidade, sempre apelando à língua como ferramenta… traí alguns dos meus princípios e a paixão perdoa isso tudo, é como a saga do Saw um dia acaba por terminar e o ridículo quando se generaliza passa a ser normal, bahhh detesto a banalidade… por isso amei incondicionalmente um dos poucos seres vivos mais desejados e incompreendidos de sempre, alguém que é capaz de amar uma só vez e de fazer do silêncio a sua maior magia e sofrimento!

"Os desconfiados desafiam a traição" Voltaire

Eu? Tenho veneno na ponta da língua, mordo discretamente e provoco uma morte dolorosa…
Sou professora, sou menina, sou mulher…
Sou escuridão, sou busca de um bem maior, sou prazer e sou dor, sou ambiguidade descontínua de uma história sem começo nem fim.
Sou personagem de um conto de fadas, sou aquilo que querias destruir, sou um modelo do que querias construir, um furacão incumbido de uma tarefa quase impossível.
Não, não falo de arrependimentos nem desejos por saciar, muito menos de palavras gastas ou textos mal concebidos, afinal como diz Fernando Pessoa "tudo o que chega, chega sempre por alguma razão"
Realmente é impossível alguém lidar com a burrice alheia e por isso é tão difícil eu lidar com quem se julga mais do que eusim, somos todos uma cambada de estúpidos que aqui andamos é verdade!
Sim, tudo a brincar às vidas autênticas, mesmo quando não sonham o que seja isso…não faz mal...é brincar ao faz de conta!

“Só nos apaixonamos quando não sabemos por quem nos estamos a apaixonar. A convulsão inicial baseia-se necessariamente na ignorância.”
Alain de Botton (Ensaios de Amor)
“A história só é tolerável para personalidades fortes, ela sufoca as personalidades fracas.”
Friedrich Nietzsche

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Vou...

Vou porque sempre sonhei…
Vou porque começa a ser tarde...
Vou porque não tenho nada a temer…
Vou sem nada nas mãos e apenas o coração cheio...
Vou porque já não tenho medo...
Vou porque a minha vida jamais poderá parar…
Vou porque o meu espírito vai ser sempre livre…
Vou porque não se pode perder o momento… e porque esse momento é agora…
Vou porque sei que seja de que forma for…
Vou ficar ainda mais feliz…
Vou deixar a lua me levar…

terça-feira, 5 de maio de 2009

É importante parar...

Parar realmente… fechar os olhos… respirar fundo... bem fundo... ir ao fundo de nós.
Abrir os olhos, com um sorriso pendurado nos lábios. Abrir a janela do carro aumentar o som do rádio, olhar nos olhos de alguém, sentir o cheiro a mar que enche o ar, ouvir o som das ondas ao fundo, tocar alguém que nos diz muito e sorrir...
Ter um sorriso bem dentro de nós.
Aproveitar bem as coisas pequenas, os momentos, as relações, as pessoas, os olhares, os sorrisos, os gestos, os carinhos impensados, as palavras doces irreflectidas, a transparência daqueles que temos perto de nós.
Ser genuína, intensa, verdadeira...
Sentido...
Rir das coisas insignificantes da vida que nos roíam há instantes atrás.
Lembrar os momentos bons, os sítios, as histórias, as pessoas, e os lugares…
Uma gargalhada cristalina, uma lágrima não escondida, um suspiro, um desabafo e todas as sensações assim, assim tão à flor da pele…
Encontrar alguém que nos entende como mais ninguém, descobrir outro alguém que nos lê a alma e o coração mesmo sem ter que nos ouvir...
Ter o prazer de desfrutar a vida, a vida tal como ela é com alguém que nos segure a mão sempre que for preciso! E nos diga tudo o que temos que ouvir, mesmo que não seja o que queremos
Encontrar estes momentos para parar.
Lembrarmo-nos de respirar fundo de vez em quando.
Assim quando estamos numa tempestade imensa por estarmos tempo demais longe de nós.
Lembrarmo-nos de tudo o que é genuíno, espontâneo, intenso, sentido e das coisas boas na ponta dos dedos, dos frios na barriga e acalmar as vontades de crescer.
Parar…
Parar para sentir e descobrir como é bom tudo o que temos na palma da mão e dentro de nós!
E depois voar…
Voar sobre uma onda, uma praia, o mundo e dar um abraço apertado, bem apertado, à vida!

terça-feira, 21 de abril de 2009

segunda-feira, 13 de abril de 2009

A nossa ilha...


… Ressaltam-se sentimentos, emoções, loucuras, sentimentos sentidos, verdadeiros e puros, difíceis de serem interpretados, principalmente por não serem vistos em mais nenhum lugar deste planeta.
O mar, as dunas, a praia e o ambiente quente envolvem-nos num estonteante novelo de emoções, chegando a alternar-nos pensamentos, que permitem viver os poucos dias passados aqui.
Saudades sentidas, paixões vividas, ficam permanentes neste corpo, batendo ferozmente, confundindo-nos pensamentos.
Ao pôr os pés aqui, a vida estabelecida noutro lugar ficou por momentos esquecida.
Esquecem-se problemas, turbilhões vivenciais, crises e stress sempre presentes.
Aqui podemos dizer que nascemos de novo, podemos libertar-nos, viver intensamente cada dia como se fosse único, especial, aproveitando cada segundo como se fosse uma jóia rara.
Que tem isto de tão especial, para nos prender desta maneira?
Que tem isto, de tão poderoso, para nos roubar bocadinhos da alma?
Roubar sim! Porque parte de mim vai ficar aqui latente. Para possivelmente assim que for possivel regressar e poder reviver tudo novamente...
Estranho, esquisito, inexplicável, a essência para viver o que vivi, a essência perfeita para amar este lugar, amar as pessoas de cá, amar o céu, amar o mar, amar a vida…